sábado, 12 de junho de 2010

Coisa que já escreveram sobre estar sozinho!

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Hoje vou colocar aqui, algo que não fui eu quem pensei, mas diz muito do que se passa em minha cabeça.


"Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.


Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.


Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.


Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.


Olhe para o lado, alguém precisa de você.


Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.


Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.


Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.


Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.


Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.


Se achar que precisa voltar, volte!


Se perceber que precisa seguir, siga!


Se estiver tudo errado, comece novamente.


Se estiver tudo certo, continue.


Se sentir saudades, mate-a.


Se perder um amor, não se perca!


Se achá-lo, segure-o!"

Fernando Pessoa

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Coisas que nunca escrevi sobre a memória!

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Ando com os sentimentos à flor da pele. Coisas que passam pela cabeça e me fazem repensar toda uma vida, ainda que eu não tenha vivido muito, que eu seja muito nova, como diz minha mãe.

É estranho, no momento pelo qual estou passando, olhar para trás e ver coisas que foram boas que me ensinaram a crescer, mas que hoje estão na minha cabeça de uma forma que só sei descrever como sendo “uma lembrança que não parece ser minha”.

Passei por tantas turbulências, a partir dos 15 anos, desde uma séria depressão, namoros, amizades que se formaram até a amigos que eu julgava serem os melhores e não eram quem eu esperava.

Mas nada disso, ou pelo menos a maioria ainda é memória dentro de mim. Minha cabeça criou um modo de proteção para os meus sentimentos, de tal forma que, tudo o que eu me lembro hoje não me parece ser algo do qual eu já fiz parte, não me parecem lembranças que vivi, não me parecem dores minhas. Olho para certas coisas e sei que elas estiveram lá, mas minha cabeça criou uma espécie de arquivo morto para essas coisas.

Até onde é bom se afastar dessas memórias? Até que ponto é bom esquecer? Será que alguém sabe essas respostas?

Ultimamente eu só sei de uma coisa. O que estou sentindo hoje, o que passei, principalmente nos últimos dois anos, são coisas que quero poder ter saúde física e mental para levar até a velhice.

Quero poder me lembrar dessas pessoas, desse inicio de vida adulta, de um amor, um casamento que me marcou e me fez, em boa parte, me tornar como sou hoje, coisas que me fizeram e me fazem crescer a cada dia. Lições que eu pretendo levar comigo sempre.

Hoje, depois de uma conversa com alguém muito especial pra mim, vi que a vida também é feita de memórias. São elas que nos fazem dar valor a coisas, que nos fazem não repetir erros e pensar antes de escolher um caminho a seguir.

Agora é olhar pra frente e criar novas memórias, de preferência boas! Pode ser que nelas apareçam lugares e pessoas antigas, mas a sua postura tem sempre que fazer essa memória, esse dia, esse momento, superarem aquele anteriormente vivido. Para ai sim, ficar viva na lembrança.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Coisas que nunca escrevi sobre pontos finais…

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Acabou.

É tudo o que posso dizer.

Este post fecha uma fase da minha vida.

Depois de tanto tentar, de ser chamada de idiota, de burra por correr atrás de algo tão verdadeiro para mim… Simplesmente acabou. Eu acabei. As forças e a vontade acabaram.

Ainda existe uma longa carta, escrita para você, perdida em um lugar que só eu vou encontrar. O conteúdo? Tudo o que já foi dito durante todo esse tempo. Tudo o que só nós sabemos e que ninguém mais precisa saber.

Ainda existem sentimentos que vão se perder nesse novo caminho. Ainda existe a dor, mas que a cada dia que passa vai ficando distante e mais distante, tem horas que chego a nem mais vê-la, como um barco sumindo no horizonte.

Cansei de tentar. Cansei de remar contra a maré. Cansei de fechar os olhos e me deixar guiar por um amor que era só meu, que acabava me levando a lugar nenhum.

Eu tenho amor próprio, acima de tudo. Quando amo alguém, é pelo que a pessoa é, não pelo que ela possa vir a ser. Mas antes de amar alguém, apenas me amo. E pensar que, por um momento eu quase perdi esse amor.

As portas se fecharam, as luzes se apagaram, o palhaço perdeu a graça, a voz, perdeu a cor.

E a vida de sonhos? E os sonhos da vida? Esses são agora, apenas histórias para se contar às futuras gerações.

As minhas lições aprendo a cada dia. O meu crescimento vai até onde meu coração e minha cabeça acharem necessários.

O que importa agora? Ser feliz apenas! Fazer as coisas da vida valerem a pena.

E te desejo com o amor que ainda me resta… Que seja feliz. Muito feliz. E saiba crescer. E saiba ser você.

Por isso penso e sigo sem medo: Vivo, arrisco, assumo, não tenho vergonha de ser quem sou!

Pra não dizer que não houve nada a acrescentar por hoje, uma lição para todos nós:

Cresça, independente do que aconteça.”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Coisas que nunca escrevi sobre o amor...

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"Ah o amor ... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque..." (Carlos Drumond de Andrade)

Quem nunca pensou como essa frase traduz exatamente o que sentia é porque talvez nunca tenha amado. Esse blog começou basicamente pela interpretação que tive dessa frase, por essa dor que vem do amor. Extravasar sentimentos em busca de uma felicidade que parece estar perdida.

“Era uma vez duas pessoas que se conheceram meio que por um acaso, se apaixonaram e a paixão virou amor, com o amor veio o casamento, foram felizes, mas um dia acabou...”. Podem existir leves variações, mas esse é o processo que praticamente todo ser humano passa pelo menos uma vez na vida.

Lendo as coisas de amor que escrevi e que recebi, remexendo no passado, procurando uma explicação para o presente, vi coisas que me deixaram com os olhos marejados, que me fizeram arrepiar, e meu coração ficar apertadinho de uma mistura de dor e saudade. E aquilo que sinto me tomou de uma forma tão intensa que me entreguei de corpo e alma e uma lágrima rolou em meu rosto.

Mas não digo que não me surpreendi com algumas das coisas que li e das coisas que me lembrei, dessas coisas que o amor fazem com a gente e agimos no calor do momento, como com o fato de que, com apenas 3 meses de namoro fiz uma tatuagem significando uma ligação, um sentimento que eram para ser eternos, mas que hoje, já não tem mais esse sentido, e já não faz mais tanto sentido quando não se está com “a outra metade”.

Vi ali, entre muitos “eu te amo” ou “saudades” briguinhas por coisas tão pequenas, das quais me envergonho só de ler. Vi risos, vi choro, vi planos.

Hoje são coisas, que em sua maioria, foram se desfazendo com o tempo, fomos amadurecendo e fomos adaptando certos hábitos, fazendo umas modificações nuns planos aqui, vendo que não compensava outros destes planos, até o momento em que não havia mais planos. E que não havia mais “saudades”, e que não havia mais “eu te amo”, o momento em que havia ali um ponto final.

Ainda assim, vejo que um sentimento não se acaba da noite para o dia. O meu sentimento ainda está aqui, oprimido, escondido, mas esperançoso de poder ainda, mesmo que não muito em breve, se abrir em flor e se mostrar para o mundo, ocupando uma grande parte do meu coração. A dor? Esta persiste e insiste em se fazer doer a cada segundo. E eu ainda não sei lidar bem com ela.

E o por que de mesmo com tudo isso seguir em frente, sem desistir, sem fugir, sem parar de querer amar? Porque o amor pode estar ali, encolhidinho no canto escuro, meio choroso, mas a cada segundo ao lado da dor ele vai se acostumando, vai se esticando, vai retomando seu espaço.

Sei que isso vai passar, pro bem ou pro mal, mas vai passar. E se a pessoa que cativou esse amor, o desprezar agora ele vai partir em busca de novos rumos, de novos planos, de um novo e sincero “eu te amo”.

Coisas que nunca escrevi sobre pensamentos...

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Para algumas pessoas, traduzir pensamentos em palavra escrita é quase tão fácil como simplesmente dizê-las.

Para mim já não é bem assim. Eu penso muito, eu falo muito, mas toda vez que tento escrever me perco e, a cada vez que leio, quero reescrever tudo, pois sempre me parece que nada daquilo que escrevi funcionou pra me expressar como funcionava enquanto estava apenas na minha cabeça.

Admiro essas pessoas que escrevem, que criam blogs e conseguem levá-los adiante, pois tem sempre algo em mente e qualquer conversa ou notícia de jornal é tema para um post, algo que faz com que as pessoas lembrem o endereço ao acessarem a internet e passem horas lendo e comentando. Desde meus 13 anos tento ter algo assim interessante, e sinceramente, nunca consegui mais que dois comentário de amigos que apenas dizia: “_ Muito bom seu blog! Adorei! Beijos.”

Reconheço que meus pensamentos são, em sua maioria, vazios e sem nexo. Mas quando tento transcrevê-los quero que façam algum tipo de sentido na cabeça de quem lê.

Meus pensamentos atuais têm girado em torno de filosofias de vida e definições para o amor. Sempre que tenho algum impasse emocional isso me vem à cabeça.

Como se tem certeza de amar uma pessoa? Quando você sabe se ainda existe amor? Se você sofre é por que ama? Será que esse sofrimento é mesmo por amor, ou é só sentimento de perda?

E a dúvida paira no ar...